Tarefas activas vs passivas

Enquanto almoçava no outro dia e ponderava sobre a organização do meu trabalho (e porque é que eu às vezes perco tanto tempo) apercebi-me que as actividades dividiam-se em duas forças:


- A que atrasa a realização da tarefa.


- A que impulsiona a realização da tarefa.


A questão é esta: por mais aprumadinho que esteja o meu trabalho, as minhas listas de "o que fazer a seguir", etc... sofro sempre interrupções que destabilizam a minha concentração e focus na actividade em mãos. Vejamos algumas:


Tarefas passivas


- Chamadas telefónicas que recebo;


- Tarefas pedidas pelos meus chefes;


- Tarefas pedidas pelos meus colegas;


- Visitantes não programados ao escritório;


- Entrada do correio e email.


Basicamente, é no acto de receber que se encontra a passividade. Enquanto recebo não posso fazer.


Do outro lado do espectro estão tarefas activas, aquelas que produzem resultados:


Tarefas activas


- Chamadas telefónicas que faço;


- Cartas, faxes, emails que escrevo.


- Respostas a questões que me foram colocadas.


- Arquivo.


O meu grande (e contínuo) problema é que é practicamente impossível gerir as minhas tarefas passivas. Como não depende da minha vontade, dou por mim a ter momentos constantes de quebra de actividade ao longo do dia. É algo que não se gere mas é possivel minimizar os seus efeitos quando se gere bem as tarefas activas.


Ter as tarefas activas visíveis e bem organizadas possibilita pegar no ponto em que se tinha ficado aquando da interrupção.