Provavelmente a EDP trocou o contador da luz da sua casa e chegou o momento de dar a contagem e é nesse momento que percebe que não compreende o novo contador.
Aconteceu o mesmo comigo há uns anos (ver o post "O drama da contagem da luz") quando percebi que o contador piscava uns códigos que não coincidiam com o formulário da contagem no site da EDP.
A EDP não tem uma página onde explica como se faz a contagem da luz o que nos deixa um pouco às escuras e google-dependentes para descobrir o que significam aqueles códigos. Afinal até tem uma página com essa informação.
Vou partilhar agora o truque que descobri quando me trocaram o contador este ano. Sim, a EDP decidiu que, ao fim de 7 anos com um contador electrónico, estava na hora de mudar o meu contador. O que me obrigou a procurar novamente pela informação, pois este novo contador era completamente diferente.
A partir do momento em que o teste dá positivo que a mulher, agora grávida, passa a viver numa espiral de emoções, dúvidas e incertezas. Assim aconteceu comigo e, como típica bookwoorm que sou, uma das primeiras coisas que fiz foi ir comprar livros sobre o assunto.
Mais de um ano depois da compra do primeiro livro e quase 9 meses após o nascimento do bebé, aqui ficam as escolhas que fiz para me ajudar nesta aventura.
Note-se que hoje em dia, com a internet, é muito mais fácil pegar no telemóvel e pesquisar uma dúvida e foi isso que eu fiz, muitas e muitas vezes. O problema é que nem sempre encontramos a informação mais fidedigna ou devidamente organizada, como num bom livro.
Acrescento também para dizer que todos estes livros foram comprados com o meu dinheiro, que estas opiniões não são fruto de nenhuma colaboração com as respectivas editoras ou autores e que por isso toda a publicidade que receberem é inteiramente oferecida por mim.
O grande livro da grávida, de Marcela Forjaz
Porque o comprei: Foi o primeiro livro que comprei sobre o tema, após o meu teste positivo. Ao folheá-lo na livraria percebi que estava organizado por linha de tempo, ou seja, desde o momento em que se pensa em engravidar até ao pós-parto e percebi que assim seria muito mais fácil para mim ir lendo-o a pouco e pouco evitando assim um excesso de informação sobre todas as transformações que iria viver na gravidez.
O que encontrei: São 382 paginas de informação clara e concreta sobre toda a vertente física da gravidez: as transformações do corpo, os exames, o desenvolvimento do feto, os diferentes tipos de parto, etc. “Devo pintar as unhas e o cabelo estando grávida? Devo optar por um parto normal ou cesariana? O que devo esperar da ecografia morfológica?” são algumas das questões apresentadas na contra-capa e cujas respostas estão no seu interior. Também tem inúmeras imagens e ilustrações que ajudam a visualizar os temas abordados.
Recomendo-o? Sem dúvida. É escrito por uma ginecologista e obstetra e por isso a informação nele contida é principalmente informação científica que poderá responder a dúvidas que o médico não respondeu ou que parecem triviais.O que menos gostei: Apesar de ser um livro bastante claro e concreto a nível científico sobre o tema da maternidade senti que lhe faltava também a parte afectiva, a das emoções. Isso não torna o livro imperfeito ou incompleto mas foi a razão que me levou à compra do livro seguinte.
O livro de magia das mães, de Constança Cordeiro Ferreira
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Porque o comprei: Como disse no parágrafo anterior, a um determinado momento senti falta de ler algo mais além do que uma descrição das alterações a que o meu corpo estava a ser submetido todos os dias ou os exames que ia fazer. Precisava de algo que me dissesse: “Vais ser mãe e é isto que vais sentir!” Parece estranho mas, durante uma grande parte da gravidez senti que era algo que estava a acontecer apenas a MIM e não a mim e a um outro ser, aquele que crescia dentro de mim. Era como se ele fosse apenas um bebé imaginado e, como tal, não estava a conseguir sentir-me maternal e histericamente feliz por ir ter um filho. Quando o folheei na livraria percebi, pelo índice, que ia abordar muitas das dúvidas que eu tinha para o pós-parto: amamentação, dormir, mimo e gerir a família mas foi um dos pontos ““Quando nasce um bebé, também nasce uma mãe”, ou porque é que isto nem sempre é automático.” que me fez comprar o livro.
O que encontrei: Ela aborda esta questão da maternidade de uma forma muito autêntica mas reconfortante, passando a ideia que, seja quais forem as dificuldades que vamos encontrar, nós vamos conseguir. Ajudou-me imenso a largar o medo do que aí vinha e a viver a gravidez com mais felicidade. Em muitos aspectos senti-me mais pronta para ser mãe depois de ler este livro.
Recomendo-o? Eu chamo-lhe o livro que me deu a conhecer a Constança Cordeiro Ferreira. Nunca a conheci pessoalmente mas passou a ser uma das minhas escritoras favoritas, apesar de escrever apenas sobre bebés. E foi por isso que comprei o outro livro dela.
Os bebés também querem dormir , de Constança Cordeiro Ferreira
Porque o comprei: Porque tinha acabado o outro livro dela e queria mais. O que eu percebi quando já estava a ler “O livro de magia das mães” é que “Os bebés também querem dormir” tinha sido o primeiro livro e, de alguma forma achei que podia me estar a escapar alguma coisa e por isso precisava mesmo de o ler.
O que encontrei: Bem... mais do mesmo. Na verdade ambos os livros não são muito diferentes. Apesar deste abordar mais a questão do sono a verdade é que ambos focam muito a amamentação e as dificuldades que encontramos para amamentar.
Recomendo-o? Sim mas como o acho muito parecido com o outro livro e ambos focam bastante a questão da amamentação, penso que este não é o livro ideal para quem anda a desesperar com as noites difíceis que o bebé dá.
O grande livro do bebé, de Mário Cordeiro
o grande livro do bebé de mário cordeiro
Porque o comprei: Por recomendação de alguém num grupo no Facebook como um bom apoio além do pediatra para tirar dúvidas. O Dr. Mário Cordeiro é um pediatra muito conhecido e é o pai da Constança Cordeiro Ferreira!
O que encontrei: Provavelmente o livro que li e consultei mais vezes nestes 8 meses e meio de vida. Tem imensa informação sobre o desenvolvimento do bébé, sobre as doenças de que pode padecer, sobre o peso e a amamentação, assim como a alimentação com leite artificial. Dúvidas como por exemplo: “Devo levá-lo à praia?”, introdução da alimentação complementar, o que é a crosta láctea, a partir de que temperatura é febre, etc... É mesmo um livro completo de que apenas lamento não estar todo ele organizado por etapas (semanas e meses de vida) tal como “O grande livro da grávida”. Teria sido mais fácil de consultar se assim estivesse.
Recomendo-o? Sim, sem dúvida. Creio que não deve haver no mercado outro tão bom como este. Foi um pouco caro mas merece o preço que custou.
A internet parece estar cheia de dicas para tudo e mais alguma coisa: como passar do sofá a correr a maratona, como se tornar um chef lá em casa, como deixar os maus vícios e ter uma vida melhor , etc. Ironicamente nunca encontrei um artigo que incentive alguém que não lê a começar a fazê-lo. Talvez porque a comunidade de leitores é tão vasta e está constantemente a estimular-se mutuamente para ler mais e mais que nos esquecemos daqueles nossos amigos que confessam: "Ah, como eu gostava de ler mais mas..." ou "Eu já li um livro, uma vez, há muitos anos atrás." Talvez porque se olha para o acto de leitura como um passatempo, um desejo ou opção, e não como se olha o exercício físico. E é como o exercício físico, na verdade. Exige esforço, tempo e dedicação com inúmeras e maravilhosas recompensas: mais cultura geral, mais empatia com o próximo, redução de stress, aumento de vocabulário, etc, etc, etc... Mais do que isso: qualquer um pode fazê-lo. A seu tempo e a seu ritmo. A alternativa é ser como o Kanye West.
Portanto este texto vai para todos aqueles que querem começar a ler pelo menos um livro por ano e para todos os leitores que queiram ajudar o vosso amigo a começar a fazê-lo.
Não te deixes intimar
Tal como já disse, a internet está inundada de nerds de livros: se sai um filme, eles já leram o livro, se alguém diz uma frase genial eles dizem logo de que livro isso foi tirado. Tu revelas que leste um livro o ano passado e eles respondem que leram 52 livros, pelo menos um por semana. E Deus nos livre quando começam a dissecar o simbolismo daquele momento do filme que tão bem estava ilustrado no livro e que o realizador captou tão mal! A verdade é que lá no fundo também queres partilhar um pouco desse mundo mas não sabes bem por onde começar pois são tantas opções (de livros, grupos de leitura, géneros) que o melhor é ficar quieto. Não, quieto nunca. O melhor é começar devagar.
Não te compares com quem lê 52 livros (ou mais) por ano. Não te envergonhes se alguém desdenhar da tua leitura e até estás a gostar (todos os amantes da leitura passam por isso). Há livros para todos os gostos, da ficção à não-ficção e tu vais encontrar o teu. Se achas que é aborrecido estar parado a ler, compra um audiobook e ouve-o enquanto passeias os cães ou vais dar uma volta ou corrida. Ignora os book snobs que tentam mostrar o quanto são bons cuspindo uma data de informação que a ti (e a 99% da população) nada diz ou interessa. O que interessa é a relação que estabeleces com o livro e isso apenas.
Ler não é um teste
Há quem associe os livros aos tempos de escola e daquela fase horrível de TER DE LER UM LIVRO para os exames. Assim nunca se conseguiu dissassociar o acto de ler ao acto de ser avaliado. Ler por prazer não é uma avaliação. Na verdade, mesmo quando perguntam o que achaste, a resposta esperada é normalmente: "Gostei, foi fixe!". Ninguém quer ouvir uma dissertação sobre o mesmo. A escola acabou e o importante é descobrir outros mundos e viver outras vidas através da leitura. Sem análises ou julgamentos.
Há leituras grátis
O primeiro passo é adquirir um livro. É possível que o teu amigo leitor te diga: "Não, o primeiro passo é escolher o que queres ler." mas isso é um erro, na minha opinião. Uma pessoa pode perder o desejo nas opções infinitas da leitura. Ninguém começa a fazer exercício físico sem aquecimento e é assim que vamos olhar para este primeiro passo: como um aquecimento.
Para não haver receio de desperdício de dinheiro o primeiro passo é adquirir esse primeiro livro de forma gratuita. Como? Fácil: pede ao teu amigo se te empresta um livro ou vai à biblioteca da tua localidade. Assim, se desistires ao fim de 10 páginas podes sempre trocar por outro sem culpa de teres gasto dinheiro. Com sorte algum familiar te ofereceu um livro pelo Natal e tu simplesmente nunca lhe pegaste. Aqui tens a tua oportunidade e a custo zero! E com sorte podes fazer um resumo do que gostaste ao familiar que to ofereceu.
Uma viagem de mil léguas começou com o primeiro passo. - Lao Tsé
Ok, livro adquirido e agora? Assim que puderes lê o primeiro parágrafo ou página. Talvez ainda estejas na biblioteca, na casa do teu amigo ou na ceia de Natal e poderá parecer impróprio. Que se lixe! Basta olhar em volta e ver a quantidade de pessoas que lê em transportes públicos, filas de finanças e salas de espera do hospital. O importante é estabelecer a ligação imediata com o livro, começar a caminhada. O resto acontece depois. Quando é que vais ler? Bem, mais importante do quando é decidir o quanto é que vais ler sempre que pegares no livro. Esta é daquelas regras que funciona muito bem comigo principalmente quando não estou a gostar do livro. Imponho-me um mínimo de 20 páginas por sessão de leitura. Nem sempre os cumpro mas tenho sempre esse número presente quando recomeço a ler. Por isso começa devagar: uma página por sessão, uma sessão por dia. Consegues mais? Boa! Mas mantém os mínimos. Uma página por dia são 365 páginas por ano e há muitos livros com esse número de páginas, ou menos!
Arranja um amigo de leitura
Apesar de ler ser um acto solitário a verdade é que muitos leitores procuram estar juntos (fisica ou virtualmente) para se encorajarem a ler mais ou apenas manter o ritmo de leitura. Esse parceiro pode ser real ou virtual. Pessoalmente acho que o real faz mais sentido porque promove o teu desejo com o seu bom exemplo. Se ele está sempre a ler, também queres lhe fazer companhia, se ele te pergunta como está a correr, tu queres ter uma resposta para dar. Até quando não estão a ler só o facto de mencionar o livro x quando vêm um trailer de um filme ou te contar como é o enredo do que está a ler te vai dar vontade de fazeres parte desse mundo. A verdade é que por vezes adoptamos os hábitos dos outros (os bons e maus) quase de uma forma inconsciente. Se tens alguém na tua vida que te mostra como se faz, faz com ele!
Outras actividades que podem ajudar a motivar caso não tenhas esse amigo: participar em tertúlias promovidas em livrarias, em encontros de leitores na tua cidade ou mesmo assistir a um lançamento de um livro! Ver tantos leitores reunidos num só lugar pode ser intimidante, como entrar num ginásio pela primeira vez, mas nada como ser sincero e dizer que se está apenas a começar. Logo surgirão pessoas dispostas a ajudar a manteres-te activo!
Quando ler?
Não tenho tempo é a desculpa mais comum para não começar um hábito novo. Normal. Por isso o ideal é combinar com outras actividades: Vais correr? Leva um audiobook. Vais esperar numa fila? Leva um livro e lê enquanto esperas. A natureza chama? Deixa o livro por lá e pega nele enquanto estás sentado no trono. Ler antes de dormir? Bem… eu não sou grande fã mas parece que muita gente gosta, por isso, porque não? Eu leio no comboio, por exemplo. Mas também durmo e converso com amigos. Ler não me rouba tempo doutras coisas, apenas transforma aquele tempo inútil em algo mais útil. Troca meia hora a scrollar no facebook, por uma hora de leitura. Se não dá para ler em casa, vai para o café, jardim ou mesmo a biblioteca. Lavaste o chão e agora não o podes pisar até secar? Leva um livro contigo e enquanto o chão seca e as costas descansam, lê.
Momentos em que vais desistir
Há alturas em que o nosso cérebro arranja todo o tipo de desculpas para não ler ou desistir da leitura. Isso é normal. Podes ler 20 livros por ano e isso continuar a acontecer. Se é isso que queres então desiste do livro mas continua a ler. O importante é não associar o livro ao acto. Por exemplo, podes gostar de praticar zumba e detestas correr. Continuas a fazer desporto na modalidade que gostas, certo? Com os livros é igual.
Outro momento em que pode ser normal desistir é quando se acaba o primeiro livro e não se consegue começar outro. Ou porque voltamos a sentir-nos perdidos nas inúmeras opções ou porque não se instaurou o hábito de ler. Nada suscita interesse, talvez ler não seja para ti. Treta! Isso acontece a toda a gente. A diferença entre um leitor e um não leitor é que esta fase da escolha do livro seguinte é vista como um desafio, não como um receio, ou como uma desculpa para desistir. Um leitor não concebe a ideia de parar. Se queres ser um leitor parar não é opção. Olha para o próximo livro como um desafio, não como uma tarefa ou obrigação. Tal como no cinema, por vezes as expectativas saem furadas, por vezes somos surpreendidos. É normal escolher um livro mau e é tão bom quando se encontra um livro bom.
Se nada disto resultar, há ainda outra opção: ler para outros. Podes sempre te juntar a um grupo de voluntários da leitura e ajudar crianças com problemas de literacia ou adultos com problemas de visão a usufruir de uma boa história. Não só estarás a contribuir para outros como para ti próprio, porque te forças a ler com a desculpa que o fazes como boa acção. Parece perverso mas é eficaz.
Seja qual for o ponto em que te encontras o importante é não desistir: uma palavra, uma frase, um parágrafo, uma página, um livro de cada vez. Um livro e depois muitos livros e a pouco e pouco perceberás a diferença de como eras antes e agora que lês. Ler não é uma actividade essencial à vida mas torna a vida muito melhor. Desejo-te uma boa caminhada.
Já conheço a ideia há mais de dois anos mas só em Abril passado é que comecei a usa-lo regularmente. O Bullet Journal é uma espécie de diário e agenda onde apontamos tudo: tarefas, eventos, compromissos. É difícil de explicar o quanto é libertador poder usar um qualquer caderno quadriculado e dele fazer a minha agenda personalizada onde tenho toda a informação que necessito. Além disso é fantástico ter algo para rever o ano com datas específicas de quando e onde fui, estive e fiz. Para saber mais: site e Grupo de entusiastas no Facebook.
Sempre que vou para uma divisão, levo algo comigo
Esta já pratico há muito tempo mas só agora percebi, ao ler um livro, que é uma boa forma de evitar que a desarrumação se acumule. Se estou na sala e tenho uma chávena de café comigo e vou para a cozinha, levo-a comigo. Parece óbvio, não é? Só que nem sempre sabemos onde meter o quê aonde e por isso é que a desarrumação acumula. Tudo tem um lugar e já que vou para ali, devolvo o objecto ao seu lugar. Fácil e menos cansativo que arrumar a casa toda de uma só vez.
Ter a loiça toda lavada ao final do dia
Esta é difícil de conseguir porque não depende apenas de mim. É muito semelhante ao ter a cama feita todos os dias. Para mim não há nada mais zen do que chegar a casa e ter a cozinha arrumada. Todas as outras divisões podem estar um caos mas ter a bancada vazia e o lava-loiças vazio é maravilhoso.
Konmari
Konmari é a alcunha e imagem de marca da japonesa Marie Kondo que escreveu este livro de organização e arrumação do lar. Quando o comprei estava muito céptica e mesmo após o ter lido, como devem perceber pela minha opinião. Mas funciona! Principalmente o organizar por categorias. Exemplo: organizar elásticos do cabelo. Em vez de organizar os do quarto, depois os do wc, depois os do escritório, etc é juntá-los todos num monte e organiza-los. Ou seja, deitar fora os inúteis e estragados e manter os bons. Foi assim que percebi que tenho perto de 100 elásticos de cabelo por estrear, por exemplo.
Budget Bytes
Este site fez toda a diferença na minha forma (muito inexperiente) de cozinhar. Há um milhão de blogs, sites e vídeos de receitas. Então porque é que este é diferente? Porque mostra as receitas passo-a-passo e o aspecto que a comida deve ter em cada fase. Sim o site é americano e por isso é preciso uma calculadora conversora de tamanhos e medidas mas nada que o Google não resolva. Além disso a ideia principal da autora é fazer muita (boa) comida por pouco dinheiro e, tirando raras excepções, com poucos ingredientes. Budget Bytes
E vocês, quais são as vossas pequenas grandes dicas de culinária, arrumação e organização? Partilhem-nas comigo.
Que se faça publicidade usando piadas misóginas e achar isso como uma forma de comunicação arrojada ou que apenas se tenha apagado a mesma não pela polémica que causou mas por causa das implicações judiciais que daí poderiam ter tido origem.
Porque eu não vejo ali no esclarecimento nenhum pedido de desculpa pela forma aberta e descontraída com que se chama nomes a alguém que faz com o seu corpo o que bem entender e que por acaso é do sexo feminino.
Queremos mesmo que a nossa sociedade tenha uma voz assim? Com valores diferenciados conforme o sexo da pessoa que assume e tem controlo na sua sexualidade? Que se venda produtos insultando gratuitamente?
Este fim-de-semana estive já a preparar-me para 2016 e fiz uma listagem de toda a gente a quem quero oferecer prenda de aniversário (ou que deva oferecer, o querer é um bocadinho diferente). Assim, contas por baixo, prendas até 20€ para cada amigo ou parente, totaliza cerca de 300€. Quase que cuspi sangue, tal foi o murro no estômago.
O que me levou a fazer a listagem é que tenho meses em que toda a gente celebra o seu aniversário e outros em que ninguém. O problema é que deveria poupar nuns meses para dar para os outros mais dispendiosos, mas não o faço. Por isso estive a listar a malta toda para meter dinheiro de parte nos meses de vacas gordas para gastar no das vacas magras.
Primeiro foi o choque ao ver o valor. Depois a negação enquanto somava tudo de novo. Depois a auto-censura: "Quem te manda ter tantos amigos?!" e por fim o choque novamente: "E o Natal? Nem incluí o Natal sequer!". Pensei... "bem, talvez mais uns 300€, tudo num só mês!" E pelos vistos é isso mesmo, para mim e para toda a gente.
Costumo pensar que nada paga a amizade mas caramba, se calhar é melhor repensar isto das prendas. Até lá, poupo.
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Nota:Este vai ser um daqueles textos super-chatos sobre homens e mulheres por isso podem parar de ler agora.
Há dias vi o brilhante "Trainwreck" e, como é normal, quis partilhar a experiência com o gajo. Porque isto das relações tem muito a ver com a partilha e, como nós temos o mesmo sentido de humor e rimos das mesmas coisas parvas é natural que ele goste de algo tão espectacular como este filme porque eu também gostei, certo?? Pois, errado 😒. Ao fim de meia-hora e de ouvir apenas as minhas próprias gargalhadas percebi que estava quase a dormir no sofá. De tédio.
Por falar em tédio, vi o primeiro "Ted" há uns meses, por alturas de sair o segundo no cinema. Os argumentos com os quais fui persuadida foram os mesmos: "Eu gostei, vais gostar de certeza..." Não. Simplesmente não. Acho que me ri umas duas vezes. Mas aguentei estóicamente até ao fim. Ponto para mim!
Percebi, depois desta experiência caseira, que:
o humor está a mudar. Antes um filme de comédia fazia rir homens e mulheres de forma (mais ou menos) igual. Hoje em dia até que encontremos um filme em que os dois acabamos às gargalhadas com lágrimas nos olhos é caso sério.
haverá sempre algo que nunca entenderemos no sexo oposto. Porque raio é cómico um urso debochado que leva prostitutas para casa? Ou numa mulher que vomita enquanto assiste a uma cirurgia?
Por falar em deboche, acho que é exactamente este o ponto fracturante. O Ted é filme para meninos maus, Trainwreck é filme para meninas más. Ou melhor, que gostariam de o ser. Apesar do tom mais carroceiro, são filmes igualmente púdicos e tradicionais: ambos acabam com o felizes para sempre. Ou até à sequela. De qualquer forma, ambos incomodam o sexo oposto porque nos obriga a ver como normal ou aceitável coisas que já nos dão comichão. Coisas como a banalidade do sexo ocasional, a utilização de linguagem obscena A TODA A HORA, ou a forma díspare de como cada uma das partes se apaixona e compromete "para sempre".
E pelas razões apontadas antes (e tantas outras mais que não me lembro agora) é que nós (ambos os sexos) nos remetemos a um silêncio desconfortável quando visionamos um destes dois filmes.
Há também a questão do feminismo e a troca de papéis de sexo. Desculpem mas tinha que ir por aí.
Em Ted, o que mais me incomodou foi ver a Mila Kunis de 32 anos ao lado de um Mark Wahlberg de 44 anos (mas porque raio Hollywood insiste a meter homens velhos com miúdas novas??) remetida ao papel de namorada chata e cockblocker. Em Trainwreck a Amy (protagonista) é quem tem dificuldades em se comprometer com alguém, que de uma forma ou outra tem um comportamento "à homem". E os homens do filme são autênticas gajas. E nós percebemos isso de uma forma clara e transparente porque estamos tão habituados ao "quem é o quê" que se torna cómico ver tudo ao contrário. Pelo menos eu achei.
Mas é aqui que eu quero chegar: podemo-nos justificar com linguagem, sexo, perda de valores e moral mas a verdade é apenas uma: há uma caixinha. É mais confortável para os homens manterem-nos na caixinha. Nós mulheres já conhecemos as dimensões da caixinha, do que é feita, quem a fez e tudo o resto e estamos fartas. Estamos fartas de sermos remetidas à caixinha. De sermos a namorada mais nova nas comédias românticas. Ou a gorda de quem ninguém gosta até que o bonzão da escola percebe o quanto somos maravilhosas e únicas. Ou a miúda gira e adorável que cozinha maravilhosamente e tem ancas de parideira. Já não achamos piada mesmo que esse seja o sonho supremo de alguém.
Ted e Trainwreck incomodam? Sim. Por razões diferentes? Sem sombra de dúvida. Agora só falta o filme com a mensagem de Trainwreck adaptado ao paladar dos fãs de Ted. E uma sequela. Com um namorado diferente e mais novo também, só porque sim.
Tomamos café para nos mantermos acordados e passamos pelas brasas para recuperar energia. Por isso parece estranho a ideia de beber um café antes de uma sesta mas os cientistas afirmam que é mais efectivo os dois juntos que em separado.
Fiz um bolo este fim-de-semana para levar para um jantar de amigos. A minha mãe faz esta receita há anos e eu sabia que era simples. Desde já peço desculpa por não ter fotos do bolo. Não tirei antes porque não queria ficar com a memória da vergonha, caso estivesse mau, e depois já não deu porque foi todo comido! O pessoal adorou e não sobrou nada. Weeeee!
Ingredientes:
300 grs de requeijão
1 chávena de farinha
2 chávenas de açúcar
uma chávena de óleo
6 ovos
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de fermento
Preparação:
Juntar todos os ingredientes num recipiente e bater até a massa começar a fazer bolhinhas. Untar a forma do bolo com manteiga e levar ao forno já pré-aquecido a 200ºC durante 50 minutos (ou a faca sair seca).
O bolo é húmido e baixinho. Costuma ficar tostadinho nas extremidades para que no centro fique bem cozido.
Chegamos a Outubro e ao início do meu transtorno afectivo sazonal. O Outono e o Inverno são as estações em que mais me custa sair da cama, em que fico em ansiedade só porque está a chover (e por consequência pode acabar a luz ou o meu carro ficar preso numa inundação), e que o horror do Natal se aproxima quando não quero ter de ver ou estar com ninguém.
Dito isto, estou a tentar lutar contra este meu mau humor que se instala anualmente tentando ver o que de bom cada época traz e celebrar, como a Ana dos Cabelos Ruivos, a mudança das estações e a magia de ver a natureza transformar-se de forma tão bela. Como ela diz: "Estou tão feliz por viver num mundo onde há Outubros." e "É da minha experiência que se pode tirar prazer de quase tudo se se acreditar firmemente de que é possível."
Há 27 anos ardeu o Chiado e eu mal me lembro dessa tragédia. Fazia pouco mais de dois meses que tínhamos saído do Alentejo para Setúbal e andávamos ocupados a desempacotar coisas, a conhecer a cidade e a ir à praia. Chiado para mim só existiu na escola, quando a professora falou no assunto e eu achei que era matéria de teste. Lisboa ainda é para mim (apesar de aqui trabalhar há 14 anos) uma matéria abstracta, uma amálgama de sítios e lugares que eu oiço falar mas que não me interessam realmente.
Em Agosto de 2005 decidi começar o "Ler e Reflectir" no Blogger.
Em Dezembro do mesmo ano comecei um blog pessoal nos Blogs do Sapo, onde desabafava ideias e opiniões pessoais e que acabei por fechar em 2009 porque não queria ouvir as opiniões que os outros tinham sobre as minhas opiniões.
Cinco anos começo a reunir no extinto Posterous o "Diário da Casa", onde contava toda a minha aventura de compra de casa, obras e ir viver sozinha.
A divisão temática entre blogs sempre fez sentido para mim: era óbvio que quem queria ler sobre livros, não queria ler sobre decoração. E ninguém teria de levar com as minhas opiniões e argumentos sobre determinados temas no mesmo local onde se procura opiniões sobre livros.
Há 10 anos tudo isto fazia sentido. Achei: o Twitter substitui a opinião pessoal. O Facebook também. Depois comecei a achar que simplesmente me apetecia desligar. E essa vontade até estava a ganhar forma quando uma estranha ideia surgiu e que agora pretendo tentar: e se... juntasse todos os blogs num só? (O horror, o horror! Dizia uma parte de mim).
Um lugar igual a mim, que não fosse tão imediato como as rede sociais, onde não interessasse quem lê ou comenta, onde pudesses falar de livros e séries e filmes e da casa e de tudo e de nada porque sim?! Ou onde imperiasse o silêncio quando não desejo dizer nada? Não eram afinal aqueles três blogs, três facetas de mim? Para quem escrevo afinal? Qual a minha finalidade? (A resposta a esta última pergunta já mudou várias vezes, talvez tantas como os meus blogs mudaram de plataforma).
Assim sendo, e talvez numa derradeira tentativa antes de ficar offline para sempre, decidi unir os posts do meu blog pessoal, do Ler e Reflectir e do Diário da Casa num espaço só. Esse espaço deixará de se chamar Ler e Reflectir e passará a ter outro nome ainda a escolher (aceitam-se sugestões diferentes de "Comer, Orar e Amar", ok?!). O Diário da Casa vai se extinguir. O blog pessoal também.
Vai ser tudo muito confuso para quem subscreve apenas um destes blogs. Desde já lamento o incómodo. Muitos de vocês partirão imediatamente. Outros perderão o interesse a pouco e pouco. Tal como na vida, não é assim?! Para quem fica, obrigada. Ainda não desisti.
Faz hoje um ano que vivo sozinha e daqui a um mês terão passado 5 anos desde que comprei a casa. Costumo dizer aos meus amigos que ainda estou a "acampar": tenho o mínimo essencial para viver mas não o suficiente para me sentir em casa.
Mínimos
É verdade que não precisamos de muito para viver mas há vários graus de mínimo. O meu mínimo de coisas a comprar foi:
Mobília
um roupeiro (a casa não tinha);
uma cama + colchão;
um sofá;
um móvel de tv e respectiva.
uma mesa de campismo para a cozinha
4 cadeiras
uma secretária (a que tinha nos meus pais)
Electrodomésticos
máquina de lavar roupa
frigorífico
microondas
forno+fogão
termoacumulador
tostadeira
Foi me oferecida a torradeira e o fervedor.
Utilitários
Água
Luz
Internet + TV + Telefone
Roupa de cama e atoalhados
Além da vossa toalha de praia, precisam:
2 jogos de lençóis (eu tenho 2 de Inverno e 2 de Verão)
2 almofadas
Um edredon
Uma (boa) manta
2 toalhões de banho
4 toalhas de mão
Molas de roupa
Um alguidar para transportar roupa ou deixar de molho ou lavar à mão.
Material de cozinha
Aqui a lista complica-se um bocadinho mais. Tenho que agradecer à minha querida Ana (vejam aqui o blog dela) que na altura se deu ao trabalho de me elaborar uma lista que usei para me guiar nas minhas compras. O mínimo para mim foi:
conj. de 6 pratos (sopa, rasos e de sobremesa)
conj. de 6 talheres
conj. de 6 copos
conj. de facas
2 canecas de café (mas tenho 6 no total)
panos de cozinha (vão encontrar alguém que vai ficar muito feliz por vos oferecer os panos de cozinha que tem a mais lá por casa)
tabuleiros (2 de pyrex e 3 de loiça)
conj. de 17 caixas de plástico do Ikea (Pruta) - Comprem poucas caixas porque estas têm a tendência para se reproduzir e multiplicar lá por casa. O vidro é melhor que o plástico mas costumam ser mais caras.
5 caixas para as marmitas da semana.
conj. de 3 tigelas para misturar, separar
balança
escorredor
saca-rolhas e tira-cápsulas
descascador normal e descascador para juliana
tesoura
conjunto concha, escumadeira, colher grande, espátula
conjunto de colheres de pau
pinça
vara de arames
varinha mágica com batedeira e picadora
trem de 5 panelas de vários (espaço casa) + 1 panela grande
copo medidor
toalha
pegas
Sacos de congelação
Esponjas para a loiça
panos de microfibras
Comprei mas raramente ou nunca uso:
Chávenas de café
mandolina
3 passadores de rede
Um grelhador
bases para panela
Cozinhar
Ir ao supermercado, esse horror!
Se não têm experiencia na cozinha (ou a mínima, como eu) não tentem fazer coisas muito elaboradas que requeira muitos passos ou ingredientes. Eu costumo procurar receitas que se façam numa panela só e com 5 ingredientes no máximo.
Quanto mais requintado for o prato mais provável é que não voltem a usar aquele ingrediente estranho que vos custou os olhos da cara, outra vez. Simples é melhor e mais barato.
Comer fora todos os dias não é opção.
Ir comer à da mãe todos os dias (por muito que ela diga que faz sempre comida a mais) não é opção.
Não comer não é opção.
Não fazer um menú semanal e a respectiva lista de compras não é opção.
Cozinhar para um é algo que não existe na maioria das receitas, que está feita para 4 pessoas. Uma pessoa come 14 refeições por semana (almoço e jantar). Cinco dessas refeições são marmitas que levo para o trabalho. Então, eu tenho feito assim: planeio 3 pratos de 4 pessoas (que dá 12 refeições), vou 1 dia jantar fora e outro à da minha mãe. Mas, como vou lá jantar 2 vezes por semana e ela me dá para a marmita do dia seguinte (4 refeições), sobra-me 9 refeições o que dá para 2 pratos para 4 pessoas (8 refeições) sobrando 1 para jantar fora e outra para passar fome. O que nunca acontece porque há sempre um prato que se faz a mais ou uma salada ou uma sandes de leitão. Com isto tenho também que contar com uma boca a mais a comer lá ao fim-de-semana. Complicado? Nem imaginam.
Se sobrar, congelem.
Congelem em poucas doses ou separado por sacos ou marmitas.
A comida não dura eternamente no frigorífico, dêm uma volta ao dito pelo menos 1 vez por semana. Eu faço-o quando estou a fazer a lista de compras.
Mantenham-se fiéis à lista de compras.
De repente o sistema de entrega de compras em casa parece muito tentador.
Arrumar e decorar
Zero, nicles, batatoides. Não esperem ter dinheiro no primeiro ano para conseguirem decorar. Com sorte (ou azar) terão que mudar divisões de sítio porque as vossas ideias iniciais terão de ser todas alteradas.
Não comprem nada que não sabem onde vão pôr.
Ainda tenho os meus livros dentro de caixas porque não tenho estantes e recuso-me a comprar cortinados sem estantes primeiro. É uma questão de prioridades.
Caixas é apenas mais uma desculpa para guardar coisas desnecessárias. Aprendi isto com o livro "Arrume a sua casa, arrume a sua vida" da Marie Kondo e wow, mudou totalmente a minha perspectiva sobre o assunto.
Ikea é bom mas nem tudo o que é Ikea é bom. Procurem nas lojas Viva, Espaço Casa, Lojas Casa, Gato Preto, Continente Kasa, De Borla e até no chinês da vossa zona para alternativas bonitas e baratas.
É terrível a perspectiva de furar uma parede.
Os homens não deveriam opinar sobre mobília como as mulheres não opinam sobre carros. (OMG que cliché tão machista que acabei de escrever, que vergonha!).
Dividam tarefas com alguém. Há sempre alguém disposto a ajudar mas nunca quando precisamos dele.
É maravilhoso ouvir os amigos dizer que a casa tá giríssima quando não temos um único quadro na parede.
Viver sozinha
Ao início, nos primeiros 3 meses, demorei a habituar-me aos ruídos da casa e do prédio. Acordava com a porta do prédio a bater, com a caixa multibanco a berrar "retire o seu dinheiro", com a carrinha que ficava a trabalhar às 6h da manhã em frente ao café, com o AC do café, com o meu frigorífico a trabalhar, com os vizinhos de baixo a comentar o Ídolos. Sonhei algumas vezes com intrusos.
É maravilhoso chegar a casa às tantas da noite e não ter ninguém a quem dar satisfações.
Supostamente há a vantagem de decidir tudo sozinha (uma seca quando não se sabe que sanita comprar) que é falsa porque toda a gente opina e possivelmente baralha-nos ainda mais as ideias.
Não se vive realmente sozinha quando se namora. Foi uma questão de tempo até ele passar lá os fins-de-semana e os amigos acharem que ele já vive lá definitivamente (não, ainda não!). O que me obrigou a repensar nas minhas maratonas de leituras e a ver séries de tv (tenho 20 episódios de Arrow atrasados e fizémos binge watching de Fringe em mês e meio) assim como em comida que agrade a dois, em vez de a 1 só (adeus rúcula, favas e iscas, terei saudades vossas!).
Estranhamente passo muito menos tempo ao computador em casa. E quando o faço, estou em busca de receitas.
Terão de enfrentar uma reunião de condomínio sem familiares ou amigos para vos apoiar. E provavelmente serão imediatamente nomeados gestores de condomínio.
Esqueçam a forma como planeavam a vossa vida antes, tudo muda. Os planos do fim-de-semana mudam a meio da semana, outras pessoas vão querer decidir como é que vão passar os vossos dias de descanso e no meio disso tudo vão ter de encaixar idas ao supermercado, limpezas de casa e roupa e dormir. Sim, dormir.
Deixar coisas desarrumadas não é crime. Deixar tudo sempre constantemente desarrumado deveria ser considerado crime.
Mudar de bairro é fixe: novas mercearias, novos cafés e nova dinâmica de vida.
E pronto. Acho que se me esforçasse mais um pouco me lembraria de muitas mais coisas para dizer. Há inúmeros guias para como organizar casamentos, dicas sobre vida a dois mas muito pouco sobre ser solteira e viver sozinha. Ninguém nasce ensinado e por muito bem que os nossos pais nos tenham educado há sempre dificuldades a ultrapassar. Algumas externas, como o limite orçamental, outras internas, como os receios de não conseguirmos fazê-lo sozinhas.
A maior lição de todas que aprendi este ano é que a solidão é apenas um estado de espírito. Há sempre alguém disposto a ajudar: seja a montar um móvel ou a instalar um candeeiro. De várias formas, reais e virtuais, recebi muito apoio e carinho e por isso sinto-me uma pessoa abençoada e de coração cheio.