Sobre os e-books: Reflexão #1
Muito se tem falado de e-books e eu sou super a favor de tudo o que seja tecnológico e facilitador. No entanto tenho andado muito apreensiva sobre este assunto, enquanto leitora. É que um livro impresso tem uma capa, páginas e é tudo. Podemos reclamar da qualidade do papel ou do tamanho das letras (às vezes do tamanho do dito), mas não tenho que pensar muito na hora de o comprar já que eu sei que basta abri-lo e lê-lo.
Com a chegada dos e-books tudo parece complicado. Na minha inocência achei que todos iriam ser apresentados em pdf. Eu achava que o pdf era um formato já universal, dado que é conhecido por todos nós. Mas não, aparentemente há uma multiplicidade de formatos. Há formatos que se adaptam melhor a uns leitores de e-books que outros. Logo, há que escolher o e-book que mais formatos leia. Depois parece-me (talvez esteja enganada) que cada editora quer criar o seu próprio leitor de ebooks para vender os seus livros. Depois temos as livrarias, como a Amazon, que vendem o seu próprio leitor mas temos que comprar os livros a eles...
Ou seja,
Olhe para onde olhar, há sempre restrições e a minha pergunta é: mas porquê?? Porque é que eu, com o meu leitor, não posso descarregar um livro da Amazon, ou da Fnac ou da Wook? Ou é universal ou então, e até lá, o papel prevalecerá.
E já agora, não me interessa nada comprar e-books, que não têm a despesa do papel e da impressão, a custarem 12€ e 13€. É ridículo.
Artigo que inspirou este texto: aqui.