Sete anos, cem livros
Eu sabia que estava prestes a chegar às cem opiniões escritas neste blog e andava atenta para ver qual seria o meu livro n.º 100. A verdade é que, depois de recontar as pontuações, percebi que afinal já tinha atingido este marco.
O livro n.º 100 foi o Darkfever. O primeiro o Imprimatur - O segredo do Papa.
Parece que uma vida inteira passou nestes 7 anos. Decidi começar este blog depois de uma amiga me ter falado sobre o que era um "diário de leitura" (ver aqui a história completa) e depois de ter terminado uma pausa de mais de dois anos sem ler.
Desde então as minhas escolhas e ritmo de leitura têm tido altos e baixos. Livros bons, livros maus, livros que só me lembro deles quando venho ao blog. Se não tivesse escrito a minha opinião de alguns deles, nem me lembraria já.
Outros, foram tão marcantes que estão gravados na minha vida. E momentos marcantes da minha vida estão ligados a certos livros. Alguns exemplos simples: O quanto o Sangue Felino evitou que chorasse enquanto esperava pelo resultado da operação da minha mãe. O quanto o A Estrada tornou tão insignificantes os meus dilemas de quase desemprego e mudança de trabalho.
As minhas escolhas foram muito influenciadas pelo que eu conhecia (ou não) do que se publicava na altura e do que já tinha lido antes disso. Reparo por exemplo o quanto eu ultrapassei os meus próprios preconceitos e passei a ler coisas diferentes, fora da minha zona de segurança. Também é visível o quanto a minha escrita melhorou, assim como "refinei" a forma como apresento as minhas opiniões.
Costumo pensar quando é que voltarei a fazer outra pausa. Por enquanto, depois do aumento de ritmo dos últimos 3 anos, nada aponta para que isso aconteça. Não sei se continuarei a "blogar" o que leio por mais sete anos mas posso afirmar que estes sete foram muito bons.