Sangue Furtivo
Crítica: Em poucas palavras, este livro é uma confusão pegada. Passei metade do tempo a pensar que a escritora, Charlaine Harris, não tinha, de todo, definido um tema ou ideia principal e passamos o livro todo em ping-pong entre situações dramáticas. Nenhuma das situações é realmente desenvolvida como a principal e até mesmo o incêndio da casa da Sookie passa a ser pouco importante alguns capítulos mais adiante. O "Sangue Furtivo" foca mais as comunidades de metamorfos, lobisomens e panteras, empurrando os vampiros para um 2º plano.
Expectativa e estado de espírito: Se este livro fosse lido sozinho, sem ter a noção que faz parte de uma saga, eu teria-o detestado. Eu li-o com noção que faz parte de uma saga e mesmo tendo lido os anteriores, não gostei dele. Os lobisomens e metamorfos são, na área da fantasia, o tipo da criatura que menos me interessa. E todo o livro foca estas criaturas e suas comunidades. Eric e Bill fazem a sua aparição somente como figuras secundárias. A Sookie está mais irritante que nunca e neste livro parece estar com uma espécie de disturbio hormonal que a faz flirtar com todos os pretendentes do livro. Beija o Sam, é atacada por Bill por ciúmes, é pedida em casamento por Alcide, Quinn lambe-lhe a perna, é beijada por Calvin Norris... A escritora disse, quando esteve em Portugal, que a divertia colocar a Sookie com vários pretendentes e neste livro o que não faltou foi diversão. Mas uma vez mais, só revela a inconsistência e falta de orientação que houve na preparação desta história.
Pontos Positivos: O fim "chave de ouro".
Pontos Negativos: Demasiados acontecimentos catastróficos, demasiados pretendentes, situações mal respondidas e fundamentadas.
Fez-me reflectir sobre: Nada.