No diário da adolescência #6: Dama do terror
Negros são os meus olhos,
Negros porque sou o Mal,
Uns chamam-me Diabo,
bruxa, vampira, fatal.
Sou uma alma penada,
sou o vento, sou o nada,
sou o horror das criancinhas,
matei-as com o terror,
com pena, com ardor,
com vontade de serem minhas.
Gritem, vítimas miseráveis,
chorem de tanta agonia!
Vocês são tão detestáveis
como o sol que faz o dia.
Venham até mim inocentes,
cegos pelo meu Mal,
ficarão loucos, dementes,
e serão meus no final.
Escrito em 1998