Antes do blog: O Amante, de Marguerite Duras

Hoje nos meus feeds estava este vídeo da Maria Rosário Pedreira (Horas Extraordinárias) a falar sobre um dos meus livros favoritos "O Amante" de Marguerite Duras.
Este livro não foi o primeiro contacto que tive com a autora, tinha lido em francês "Hiroshima, mon amour" cuja experiência foi o equivalente a uma prova de esforço. 
Tomei conhecimento do livro depois de ter visto o filme dele adaptado em 1992 pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud, que adorei. Só anos mais tarde é que vim a receber o livro (pela mão de um amigo meu que entretanto faleceu) e a lê-lo. Desta vez lido em português, apaixonei-me imediatamente pela forma poética como a autora escreve e completamente cativada pelo testemunho autobiográfico daquele relacionamento entre duas pessoas tão diferentes.
Acho que a Maria Rosário Pedreira diz neste vídeo tudo aquilo que sinto e penso sobre este livro.
É um livro que raramente recomendo e, quando o faço normalmente explico que não é uma história feliz ou contada de uma forma tradicional como a maioria das histórias. Marguerite Duras é uma escritora naturalmente triste mas é exactamente essa tristeza que torna a sua obra tão bela. Para quem gosta de livros assim, aqui fica a minha opinião de um livro que li antes de ter este blog.