Alice no País das Maravilhas, por Tim Burton

Na passada terça-feira fui cumprir o ritual que acontece sempre que sai um filme Tim Burton/Johnny Deep: peguei nas minhas gaijas e fomos ao cinema! Depois da última experiência com um filme da mesma dupla (Sweeney Todd) todas receávamos sair do cinema com a sensação de "Ó não, que diabo foi isto?". Tal não aconteceu. O Alice é um filme satisfatório mas longe de ser uma maravilha. A razão não consigo apontá-la. Sem dúvida que a Disney deu a Tim Burton tudo o que ele precisava: a nível gráfico, fotografia, cenários, maquilhagem, vestuário é irrepreensível. Adoro sempre os mundos que Tim Burton cria. Mas... mas... falta-lhe algum brilhantismo? Será que estou a exigir demasiado de ti, Tim? O Johnny incrível como sempre e até a Helena Bonham Carter, por quem eu não morro de amores, foi perfeita como a cabeçuda vilã. Talvez a Alice... a actriz lembrou-me constantemente de uma jovem Winona Ryder no Eduardo Mãos de Tesoura, muito loira e de olheiras assustadoras. Uma Alice um pouco mortiça. Mas não posso culpar a rapariga por o filme ter sido pouco interessante. De modo algum...